A Block Inc., fundada por Jack Dorsey, revelou nesta terça-feira (28/04/2026) deter 28.355 BTC, equivalentes a US$ 2,2 bilhões (R$ 12,32 bilhões a R$ 5,60/USD). Os holdings incluem ativos de clientes e foram divulgados no relatório trimestral Q1 2026. Essa transparência ocorre em momento de queda do BTC para US$ 76.923, sinalizando compromisso de longo prazo com cripto.
O que aconteceu
A Block Inc. publicou seu relatório financeiro do primeiro trimestre de 2026, destacando pela primeira vez a extensão total de suas reservas em Bitcoin. A companhia, conhecida por serviços como Square e Cash App, informou possuir 28.355 BTC como de março de 2026, avaliados em aproximadamente US$ 2,2 bilhões ao preço médio de US$ 77.000 por unidade. Isso representa um aumento significativo em relação a divulgações anteriores, refletindo a estratégia agressiva de tesouraria em criptoativos adotada desde 2020.
Os holdings incluem tanto Bitcoin detido diretamente pela empresa quanto aqueles pertencentes a clientes do ecossistema Block, como usuários do Cash App que optam por custódia de BTC. Jack Dorsey, CEO e defensor ferrenho do Bitcoin, enfatizou em entrevistas passadas que o ativo é o ‘dinheiro nativo da internet’. A revelação veio em meio a um mercado volátil, com BTC caindo 2,4% nas últimas 24 horas para US$ 76.923 (R$ 430.772).
Para investidores brasileiros, isso equivale a R$ 12,32 bilhões em exposição ao BTC, considerando a cotação do dólar a R$ 5,60. A Block não detalhou compras recentes, mas o total sugere acumulação contínua, alinhada a compras históricas como as de 4.709 BTC em 2020 por US$ 50 milhões. O relatório completo foi divulgado há 2 horas, impactando positivamente o sentimento de mercado.
Essa divulgação reforça a narrativa de maturidade institucional, especialmente após aprovações de ETFs de Bitcoin nos EUA.
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⚡ Histórico de Investimentos da Block em Bitcoin
Desde 2020, a Block tem alocado parte de sua tesouraria em Bitcoin, iniciando com a compra de 4.709 BTC por US$ 50 milhões, quando o preço estava em torno de US$ 10.000. Essa estratégia foi pioneira entre empresas públicas, inspirando gigantes como MicroStrategy e Tesla. Ao longo dos anos, a companhia continuou acumulando, beneficiando-se de rallies como o de 2024-2025 que levou BTC a máximas acima de US$ 100.000.
Em 2025, rumores de novas aquisições circularam, mas o Q1 2026 confirma a maturidade da posição com 28.355 BTC. Comparado à MicroStrategy, que detém mais de 250.000 BTC, a Block foca em integração prática via Cash App, onde usuários brasileiros podem comprar BTC diretamente com reais via Pix. Essa acessibilidade é crucial para o mercado local, onde exchanges como Mercado Bitcoin e Binance Brasil competem.
O impacto histórico mostra retornos expressivos: os BTC iniciais valorizaram mais de 670% até hoje. Para o investidor BR, isso ilustra como holdings corporativos estabilizam o preço, reduzindo volatilidade em ciclos de baixa como o atual, com BTC testando suportes em US$ 76.000.
Reações do Mercado e Dados On-Chain
Após a divulgação, o preço do BTC subiu temporariamente 1% antes de recuar com tensões geopolíticas, mas o volume de transações on-chain aumentou 15% em 24h, segundo Glassnode. Whales associadas à Block moveram 500 BTC para cold wallets, sinalizando HODL de longo prazo. Analistas da Fidelity elogiaram a transparência, chamando-a de ‘âncora para estabilização do mercado’.
No Twitter/X, traders como @DocumentingBTC destacaram o total como ‘prova de convicção institucional’, com menções crescendo 300%. On-chain, o endereço da Block mostra inflows contínuos desde Q4 2025, com média de 1.000 BTC/mês. Para brasileiros, isso impulsiona plataformas locais, com volume de BTC/BRL na Binance BR up 8% hoje.
Especialistas como Michael Saylor (MicroStrategy) retuitaram apoio, prevendo ‘mais corporates seguindo’. Dados da CoinMetrics indicam que holdings institucionais agora representam 20% do supply circulante de BTC, reduzindo pressão vendedora.
⚡ Impacto no Bitcoin e no Mercado Cripto
A revelação fortalece o BTC como reserva de valor corporativa, elevando sua dominância de mercado para 58% hoje. Altcoins como ETH (-3%) e SOL (-4%) sofrem mais na correção, mas holdings da Block mitigam pânico geral. ETFs de BTC nos EUA viram inflows de US$ 933 milhões na semana, totalizando AUM de US$ 155 bilhões.
Para o Brasil, com R$ 12,32 bi expostos via Block indiretamente, investidores ganham confiança para alocar em BTC via ETFs locais ou exchanges. O suporte em US$ 76.000 (R$ 425.600) holds firme, com RSI neutro em 45. Comparado a março 2025 (US$ 60k), o rally de 28% valida a tese bullish.
DeFi e altcoins reagem positivamente, com TVL em protocolos BTC up 5%. Sentimento no Fear & Greed Index sobe para 65 (greed), impulsionado por news. No longo prazo, mais disclosures como esse aceleram adoção, pressionando suportes mais baixos improváveis.
Geopolítica pesa, mas fundamentos institucionais prevalecem, com BTC vs. ouro mostrando correlação inversa de -0.3.
O Que Esperar a Seguir
Cenário bullish: se BTC romper US$ 80.000 (R$ 448.000), próximo target US$ 85k com inflows ETFs contínuos. Block pode anunciar mais compras no Q2 earnings em julho. Catalisadores: anúncio White House sobre reserva estratégica BTC nas próximas semanas.
Bearish: tensão Ormuz persistir, oil acima US$ 90/barril pressiona risco-off, testando US$ 70k. No entanto, holdings institucionais como Block amortecem quedas >10%. Para BR, Selic em 10,5% favorece carry trade para BTC yield.
Próximos: FOMC minutes amanhã, quantum threats Solana updates. Bull cycle estrutural per Bernstein, com BTC a US$ 150k EOY possível.
Perguntas Frequentes
A Block detém 28.355 BTC, avaliados em US$ 2,2 bilhões (R$ 12,32 bilhões a R$ 5,60/USD) como de março 2026. Isso inclui ativos próprios e de clientes do Cash App.
Reforça confiança institucional, elevando volumes em exchanges BR como Mercado Bitcoin. BTC/BRL ganha liquidez, com potencial alta de 10% se dominância subir.
Não especificado no Q1 report, mas histórico sugere acumulação contínua, similar a 2020-2025 com +670% retorno nos holdings iniciais.
Aviso legal: Este conteúdo é meramente informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos de alto risco. Invista apenas o que pode perder. A Financial Move não se responsabiliza por decisões tomadas com base neste conteúdo.