Stablecoin: Vale a Pena Comprar e Investir em 2022?

por Tasso Lago, em 10 de junho de 2022

Engenheiro, Pós Graduado em Finanças Corporativas pela COPPEAD/UFRJ e Mestre em Corporate Finance pela Université de Bordeaux. Atuou como Analista Financeiro para o Banco da IBM - USA e para Fundação Getúlio Vargas como Inteligência de Mercado. Professor de Blockchain e Criptomoedas na COPPEAD/UFRJ. Atua como Gestor de Portfólio e Consultor Financeiro, tendo mais de 10 milhões de reais em ativos gerenciados.




Você já ouviu falar das stablecoins? Sabe como elas podem te ajudar a entender melhor o mercado das moedas digitais? Vamos entender melhor o que elas são e se vale ou não a pena investir.

O mercado de criptomoedas é altamente volátil e esse ponto sempre foi uma grande preocupação para quem investe nele. E foi essa a grande motivação para o lançamento das stablecoins.

Em tradução livre, stablecoin significa moeda estável. O que acontece é que elas tem paridade com a moeda corrente do país ou então com o dólar, moeda mais utilizada nas transações comerciais em todo o mundo.

Elas fizeram um sucesso tão grande que alguns países já manifestaram sua intenção de migrar suas moedas para um formato de ativo digital. Entre eles, está o Brasil, que já divulgou que pretende lançar o real digital até o ano de 2024.

Então, agora que você tem uma noção do que são as stablecoins, vamos nos aprofundar no assunto para você entender melhor do que se trata e se vale a pena investir nesse ativo.

O que é stablecoin?

Como já dissemos, as stablecoins, ou moedas estáveis, são a denominação que uma classe de criptomoedas que são pareadas a algum outro ativo. O mais comum deles é o dólar. Nesse caso, são chamadas de criptodólares. Mas elas também podem ser atreladas à moeda corrente do país que emite esse token.

Stablecoins – ou “moedas estáveis”, em tradução livre – é o termo utilizado para definir uma classe de criptomoedas que são pareadas a algum outro ativo, sendo mais comum  ao dólar americano. Nesse caso, são chamadas também de “criptodólares”.

Elas também podem ser atreladas a outros ativos, como ouro, ações de uma empresa ou até mesmo outras criptomoedas. 

Dentre as stablecoins mais populares, podemos citar a Tether (USDT) e USD Coin (USDC), têm uma relação de 1 para 1 com o dólar. Nesse caso, comprar uma unidade da stablecoin é como comprar uma unidade de dólar. 

Como essa paridade é garantida? Através das empresas que oferecem stablecoins. Elas devem possuir uma determinada quantidade do ativo que está sendo pareado – e a criptomoeda funciona como um registro de posse dos ativos guardados pela companhia, como os dólares.

Para que serve uma stablecoin?

A stablecoin é uma excelente opção para aqueles que desejam exposição ao dólar, mas sem a volatilidade, a forte oscilação nas cotações, característica das criptomoedas. Serve para liquidar pagamentos de cartão de débito, ou pagar diretamente fornecedores e prestadores de serviços.

Pode ser usada nas remessas internacionais, sem intermediários ou taxas abusivas. Oferece proteção contra a volatilidade do mercado. Apresenta a mesma rastreabilidade, transparência e possibilidade de realizar a auto-custódia do que as demais criptomoedas.

A stablecoin é um elemento crucial para o universo das criptomoedas, pois é uma porta de entrada para quem ainda está iniciando. Desse modo, quem acredita na falsa ideia de que Bitcoin é pirâmide tem uma opção de moeda digital para experimentar as carteiras digitais.

Tipos de stablecoin 

Antes de investir nesse tipo de ativo, é importante saber que existem alguns tipos de stablecoin,

  • Colateralizadas por moedas fiduciárias (Fiat-backed) – São as mais conhecidas, pareadas na proporção 1:1 com o dinheiro emitido pelos Bancos Centrais e governos. Para emitir essa stablecoin, as empresas precisam colocar uma quantidade equivalente em moeda fiduciária, como o dólar, real ou o euro, em contas bancárias de uma instituição de confiança. No entanto, elas apresentam riscos relacionados ao seu emissor, por exemplo, não possuir reserva suficiente. Nesse sentido, temos a Tether USD (USDT), que, teoricamente, corresponde ao dólar americano, contudo, jamais apresentou uma auditoria transparente e regular.
  • Atreladas a commodities – Seguem o mesmo princípio da stablecoin que possui o lastro em moeda fiduciária. A diferença é que é baseada em matérias-primas, como ouro físico ou barris de petróleo. A categoria acaba sendo mais volátil que a anterior, pois seu valor está diretamente relacionado à cotação da matéria-prima no mercado.
  • Colateralizadas em criptomoedas – Possuem lastro em outras criptomoedas. Portanto, toda estrutura dessa categoria de stablecoin está fora do sistema financeiro tradicional. Ou seja, não existe possibilidade de censura. O principal exemplo é a stablecoin DAI, que possui lastro (garantia) em outras criptomoedas geridas por smart contracts, os contratos digitais programáveis.
  • Algorítmicas ou não-colateralizadas – Não possui relação direta com moeda fiduciária, commodities ou outras criptomoedas. Em vez disso, são totalmente lastreadas por algoritmos e pelos contratos inteligentes. Basicamente, os tokens em circulação podem ser destruídos ou emitidos conforme a variação em sua cotação, buscando uma estabilidade. Na prática, um sistema de algoritmos é responsável por reduzir sua emissão se o preço da stablecoin cair abaixo do valor da respectiva moeda fiduciária.

Melhores dicas para CFD Trading 

O CFD Trading é uma das formas de negociar ativos, sejam eles criptomoedas, ações ou qualquer outro. Em tradução livre, eles são denominados contratos por diferença.

Essa modalidade exige dedicação e se você pensa em seguir nela, aqui vão 10 dicas simples e rápidas para você se manter firme e ter sucesso nesse meio.

1 – Não arrisque dinheiro que não pode perder

2 – Não considere o trading de CFDs como hobby

3 – Crie o seu próprio plano de investimento

4 – Siga o seu plano

5 – Tire proveito da tecnologia

6 – Definir a estratégia de saída

7 – Gerir o risco e proteger o capital 

8 – Saiba quando parar de negociar

9 – Aceite as perdas

10 – Mantenha as emoções de lado

Stablecoin é um bom investimento?

Sempre que falamos de um ativo, saber se ele é ou não um bom investimento é uma pergunta chave. No caso da stablecoin a resposta é: Depende.

Ser ou não um bom investimento varia muito do seu objetivo e dos tipos de investimento que você quer ter na carteira.

A stablecoin agiliza transações entre diferentes criptomoedas, não sofre volatilidade e é uma forma fácil de ter acesso ao dólar ou ouro. Todavia, para quem busca alta rentabilidade, talvez não seja a melhor opção.

Por que eu deveria comprar stablecoin?

Se você busca um investimento em um ativo digital que não sofra com a volatilidade do mercado, você deveria comprar stablecoin. Principalmente no início da sua vida de investidor, elas são uma excelente forma de entender como funciona esse mercado sem correr grandes riscos.

Assim como no tópico anterior, tudo depende dos seus objetivos. Se você busca investimentos mais conservadores, compre. 

Agora se você está em busca de rentabilidade, então a stablecoin pode não ser a melhor opção.

Exemplo de stablecoin

Para fechar esse artigo, vamos dar alguns exemplos de stablecoins já consolidadas no mercado.

  • USD Coin (USDC):

Foi criada pela Circle e pela Coinbase, duas grandes empresas americanas do ecossistema de criptoativos. Atualmente, é a segunda maior stablecoin lastreada em dólares americanos.

  • Dai (DAI):

Stablecoin mantida e regulada pela MakerDao, uma organização autônoma descentralizada (DAO) controlada pelos donos do token MKR.

Possui lastro em Ethereum (ETH) e outras criptomoedas, sendo sua paridade com o dólar atingida através de um mecanismo de rebalanceamento automático.

  • PAX GOLD (PAXG):

É lastreada em ouro, onde 1 token de PAXG vale 1 onça troy (1 onça troy = 31,1 gramas) de uma barra de ouro armazenada em um cofre.

A sua emissora oferece aos clientes a propriedade física equivalente de barras de ouro se assim desejarem.

  • USD Coin (USDC)?

O USD Coin (USC) também é uma criptomoeda do tipo stablecoin que busca manter a paridade com o dólar norte-americano.

Criada em 2018, é administrada por um consórcio norte-americano Centre.

O projeto é bem regulamentado e todos os membros precisam estar em conformidade com as leis locais onde operam. Possui suas versões em diversos blockchains, incluindo Ethereum, Solana, BSC, e Algorand.

Tabela de Conteúdos