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Fantom (FTM) é o token legacy da blockchain Layer 1 EVM-compatível criada em 2018 por Andre Cronje, Michael Kong e Quan Nguyen, que em 2024-2025 passou por um rebrand técnico completo para se tornar Sonic (S). Apesar de tecnicamente descontinuado em favor de S na proporção 1:1, o FTM ainda aparece em carteiras antigas, contratos legacy e discussões de mercado. Nesta análise fundamentalista, você vai entender o papel histórico do FTM no DeFi Summer de 2020, como funcionou a migração para Sonic, o consenso Lachesis aBFT, os riscos que derrubaram o token em 2022 e por que o projeto ressurgiu em 2024-2026 sob nova marca.
| 📊 Resumo — Fantom (FTM) | |
|---|---|
| Nome | Fantom |
| Ticker | FTM |
| Categoria | L1 |
| Blockchain | Fantom Opera (legacy, migrada para Sonic) |
| Lançamento | 2018 |
| Supply Máximo | 3,175 bilhões FTM (supply original antes da migração) |
| Supply Circulante | Migrando para S em proporção 1:1 — FTM é o token legacy |
| Funding | ICO em 2018 levantou US$ 40 milhões; tesouro da Fantom Foundation comprometeu US$ 120 milhões para migração Sonic |
| Investidores | HyperChain Capital, Arrington Capital, Signum Capital, Fantom Foundation |
| Listagem | Bybit, KuCoin, Gate.io (maioria das tier-1 já delistou; conversão automática para S) |
O que é Fantom (FTM)?
Fantom (FTM) é o token nativo original da blockchain Fantom Opera, uma rede Layer 1 EVM-compatível lançada em 2019 pela Fantom Foundation. A rede foi uma das pioneiras em oferecer finalização rápida (1-2 segundos) e taxas baixas, atraindo uma onda significativa de desenvolvedores DeFi durante 2020-2022. O FTM cumpria múltiplas funções: pagamento de gas na rede, staking em validadores via Proof-of-Stake, colateral em protocolos DeFi como Geist e SpookySwap e participação na governança da Fantom Foundation. Em agosto de 2024, a Fantom Foundation anunciou o rebrand completo para Sonic Labs, com upgrade técnico que incluiu nova arquitetura, novo consenso otimizado e um novo token S, que substituiu o FTM na proporção 1:1 a partir do lançamento da mainnet Sonic em dezembro de 2024. Hoje, FTM é essencialmente o estado legacy do projeto, com a maioria das exchanges tier-1 tendo delistado o par e feito a conversão automática dos saldos dos usuários. A liquidez remanescente de FTM está em exchanges menores e em carteiras self-custody que ainda não migraram.
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Como funciona o Fantom?
Tecnicamente, a Fantom Opera operava com o consenso Lachesis aBFT (asynchronous Byzantine Fault Tolerant), uma implementação pioneira que permitia finalização em poucos segundos e alto throughput sem comprometer segurança. A rede era totalmente EVM-compatível, o que significava que qualquer contrato escrito em Solidity para Ethereum rodava em Fantom sem modificações, com custos de gas significativamente menores. Validadores stakeavam um mínimo de 500.000 FTM para participar do consenso, e delegadores podiam delegar seus tokens para validadores e receber yield proporcional. A emissão de FTM era limitada a 3,175 bilhões no supply máximo, com recompensas de staking vindas de uma combinação de inflação controlada e taxas de rede. Após o rebrand para Sonic em dezembro de 2024, o consenso evoluiu para uma versão otimizada de Lachesis, e o novo token S herdou todas as funções do FTM com melhorias significativas de performance (de 2.000 TPS para mais de 10.000 TPS). Usuários que ainda detêm FTM em carteiras próprias podem usar o Sonic Gateway oficial para converter na proporção 1:1, sem taxas adicionais. Após março de 2025, a conversão é apenas unidirecional (FTM para S, sem retorno). Contratos legacy que ainda usam FTM em redes paralelas (como Ethereum, onde FTM existia como ERC-20) precisam ser migrados individualmente conforme orientações da Sonic Labs.
Tokenomics do FTM
O FTM foi emitido com supply máximo de 3,175 bilhões de tokens, distribuído aproximadamente da seguinte forma: 40% para venda pública e privada (ICO de 2018, que levantou cerca de US$ 40 milhões), 30% para ecossistema e parceiros, 15% para equipe e consultores com vesting plurianual, 10% para staking rewards e 5% para reservas. No momento do snapshot para migração Sonic, praticamente todo o supply já estava circulante, com a maior parte em staking ativo na rede ou em protocolos DeFi. A migração FTM para S ocorre na proporção 1:1 sem qualquer ajuste, preservando o valor econômico de cada holder. Importante notar que a migração não alterou o supply total do projeto: simplesmente renomeou e relançou os tokens em nova rede com novas funcionalidades. Após a migração, o FTM legacy não possui mais utilidade ativa dentro do ecossistema Sonic, servindo apenas como evidência histórica para holders que não migraram. A governança, staking e pagamento de gas agora são exclusivamente em S. Holders que mantêm FTM após as deadlines oficiais correm risco de perder acesso à conversão se exchanges pararem de suportar o par, por isso a recomendação é sempre converter proativamente.
Distribuição inicial do FTM
- Block Rewards / Staking60.00%
- Private Sale37.00%
- Team7.49%
- Reserve / Ecosystem6.00%
- Seed Sale3.15%
- Advisors3.10%
Equipe e investidores
Andre Cronje
Co-Founder / Architect (Fantom Foundation, Sonic Labs)
South African developer, creator of Yearn Finance and key architect of Fantom/Sonic. Leads the migration from Fantom (FTM) to Sonic (S).
Michael Kong
CEO, Fantom Foundation
CEO and CIO of the Fantom Foundation, leading engineering and strategy.
Ahn Byung Ik
Founder
South Korean entrepreneur who founded Fantom in 2018; PhD in computer science.
Histórico de Funding
| Data | Rodada | Valor | Lead | Valuation |
|---|---|---|---|---|
| 2018-06-15 | ICO / Token Sale | — | HyperChain Capital, Signum Capital | — |
| Total levantado | N/D | |||
Ecossistema e casos de uso
O ecossistema original da Fantom Opera foi um dos pilares do DeFi Summer 2020-2022. Protocolos como SpookySwap (DEX nativa), Geist Finance (fork do Aave), Scream (lending), Yearn.Finance (yield optimization de Cronje), Curve (stableswap), Beefy Finance (yield aggregator) e Beets (liquid staking) operaram com TVL agregado que chegou a mais de US$ 8 bilhões no pico de 2022. A rede também foi pioneira em incentivos para desenvolvedores, com programas de funding significativos. Após o hack da Multichain em 2022 (que afetou bridges multi-cadeia envolvendo FTM), o TVL caiu drasticamente, e muitos protocolos migraram para outras redes. Com o rebrand para Sonic em dezembro de 2024, o ecossistema foi essencialmente relançado sob nova marca, com Aave, Curve, Pendle, Avalon Labs, Silo Finance e Shadow Exchange lançando mercados nativos em Sonic. O TVL consolidado ultrapassou US$ 1,5 bilhão em 2025, posicionando a rede sucessora entre as principais L1s alternativas. Parcerias com Chainlink para oráculos, LayerZero para bridges e grandes wallets como MetaMask e Ledger garantem integração fluida com o restante do cripto.
Concorrentes e posicionamento
| Projeto | Diferencial |
|---|---|
| Sonic (S) | É o sucessor direto do FTM com upgrade técnico; quem tem FTM deve migrar para S |
| Avalanche (AVAX) | AVAX tem subnets customizáveis; Fantom focava em L1 monolítico com consenso aBFT |
| BNB Chain | BNB tem volume massivo e centralização; Fantom era mais descentralizado |
| Polygon POS | Polygon usa sidechain; Fantom era L1 independente |
| Solana | Solana tem UX superior em throughput; Fantom competia em EVM-compatibilidade |
Riscos e pontos de atenção
- Token legacy: FTM está sendo descontinuado; não migrar para S pode resultar em perda de liquidez e utilidade
- Histórico de segurança: o hack da Multichain em 2022 comprometeu confiança e ainda pesa no sentimento
- Liquidez declinante: exchanges tier-1 delistaram FTM; o par só existe em venues menores
- Risco de conversão: após deadlines das exchanges, converter FTM pode ficar operacionalmente difícil
- Centralização em Andre Cronje: a narrativa do projeto depende fortemente de uma única figura
- Competição L1: o mercado está saturado de blockchains alternativas e o mindshare migrou para Solana e rollups
- Inflação sucessora: o Sonic herdou uma emissão anual de 1,5% que pode pressionar preço no longo prazo
FTM vale a pena investir?
| Cenário | Tese | ||
|---|---|---|---|
| 🟢 Bullish | US$ 0,1402 – US$ 0,2336 | No cenário bullish para holders de FTM, a migração para Sonic é feita antes dos deadlines finais e o novo token S entrega o potencial de rebrand, com TVL acima de US$ 5 bilhões e ETF Sonic aprovado, destravando fluxos institucionais. O valor preservado na migração 1:1 permite que holders originais do FTM capturem a valorização integral do rebrand, sem perder exposição à tese original de L1 rápida e EVM-compatível. | |
| 🟡 Base | US$ 0,0701 – US$ 0,1168 | No cenário neutro, holders de FTM convertem dentro do prazo para S e acompanham o beta do Sonic no mercado cripto. A rede mantém posição entre as 10-20 maiores L1s por TVL, com valorização moderada, inflação anual pressionando parcialmente o preço e liquidez estável em exchanges tier-1 sob o novo ticker S. Quem não migrar fica com token ilíquido. | |
| 🔴 Bearish | US$ 0,0117 – US$ 0,0234 | US$ 0,0110 – US$ 0,0221 | No cenário bearish, o rebrand falha em capturar narrativa em ciclo de alta, Sonic não consegue diferenciar-se em L1s saturadas, e o TVL estagna ou recua. Holders de FTM que não migraram no prazo ficam com tokens sem liquidez nem utilidade, e mesmo quem converteu para S enfrenta retornos inferiores ao BTC/ETH. Problemas de segurança em bridges ou protocolos do Sonic podem amplificar as perdas. |
Onde comprar FTM
| Exchange | Par | Tipo |
|---|---|---|
| Bybit ⭐ | FTM/USDT | Spot+Perpétuo |
| KuCoin | FTM/USDT | Spot |
| Gate.io (maioria das tier-1 já delistou; conversão automática para S) | FTM/USDT | Spot |
Histórico e marcos importantes
A Fantom foi fundada em 2018 por um grupo de desenvolvedores liderado por Andre Cronje, Michael Kong e Quan Nguyen, com uma ICO que arrecadou cerca de US$ 40 milhões. A mainnet Fantom Opera foi lançada em dezembro de 2019, com o consenso Lachesis aBFT. Durante o DeFi Summer de 2020-2021, a rede explodiu em TVL graças a protocolos de Cronje como Yearn e a DEX SpookySwap. Em 2022, o hack da Multichain (que afetava bridges envolvendo ativos Fantom) comprometeu significativamente a confiança, e o FTM teve queda brutal de preço. Em 2023, Cronje voltou a se envolver intensamente no projeto, e em agosto de 2024 a Fantom Foundation anunciou oficialmente o rebrand para Sonic Labs. A testnet de Sonic foi aberta no final de 2024, e em 18 de dezembro de 2024 a mainnet foi lançada oficialmente. A migração FTM para S ocorreu gradualmente ao longo do primeiro trimestre de 2025, com exchanges tier-1 delistando o par FTM e convertendo automaticamente os saldos. Em março de 2025, a conversão tornou-se unidirecional (apenas FTM para S), e hoje FTM é tecnicamente um token legacy do ecossistema Sonic.
Comunidade e governança
A comunidade Fantom historicamente foi uma das mais vibrantes do DeFi, concentrada no Discord oficial e em canais da comunidade como fTroops. Após o rebrand, a comunidade migrou em grande parte para os canais Sonic, mantendo o X/Twitter, Discord e fóruns de governança. Holders ainda não migrados mantêm alguma presença em canais legacy, mas a liderança do projeto está 100% focada em Sonic. Governança, propostas técnicas e decisões de tesouro ocorrem agora na nova estrutura, com participação aberta a holders de S (antigo FTM migrado).
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Perguntas frequentes sobre FTM
FTM ainda existe em 2026?
Tecnicamente sim, mas apenas como token legacy. A Fantom Foundation rebrandou para Sonic Labs em dezembro de 2024, e o FTM foi substituído pelo token S na proporção 1:1. A maioria das exchanges tier-1 já delistou o par FTM e converteu automaticamente os saldos dos usuários. Quem tem FTM em carteira própria pode converter no Sonic Gateway.
Preciso fazer algo para converter FTM em S?
Se você tinha FTM em uma exchange tier-1 (Binance, Bybit, Coinbase, Kraken), a conversão foi automática. Se você tem FTM em carteira self-custody como MetaMask, precisa acessar o Sonic Gateway e fazer o swap manualmente. A proporção é 1:1 sem taxas adicionais, mas após deadlines oficiais a conversão pode ficar unidirecional ou tecnicamente mais complicada.
Vale a pena comprar FTM em 2026?
Não. Se você quer exposição ao projeto Fantom/Sonic, compre diretamente S (Sonic), que é o token ativo e tem liquidez plena em exchanges tier-1. Comprar FTM legacy introduz risco operacional de conversão sem oferecer qualquer vantagem econômica.
Qual foi o hack da Multichain que afetou Fantom?
Em julho de 2023, a Multichain (bridge multi-cadeia que era peça-chave da infraestrutura cross-chain da Fantom) sofreu um exploit/rug pull que retirou mais de US$ 130 milhões de ativos, incluindo fundos em bridges para/da Fantom. O incidente derrubou a confiança na rede e precipitou a saída de usuários e TVL. Foi um dos catalisadores que motivou o rebrand e a reconstrução como Sonic.
O Andre Cronje ainda está envolvido?
Sim. Andre Cronje é atualmente CTO da Sonic Labs e uma das figuras centrais do projeto. Ele voltou a envolver-se intensamente após período de afastamento em 2022, e sua liderança técnica é vista como um dos principais ativos narrativos do Sonic frente a L1s concorrentes.
FTM ainda existe em 2026?
Tecnicamente sim, mas apenas como token legacy. A Fantom Foundation rebrandou para Sonic Labs em dezembro de 2024, e o FTM foi substituído pelo token S na proporção 1:1. A maioria das exchanges tier-1 já delistou o par FTM e converteu automaticamente os saldos dos usuários. Quem tem FTM em carteira própria pode converter no Sonic Gateway.
Preciso fazer algo para converter FTM em S?
Se você tinha FTM em uma exchange tier-1 (Binance, Bybit, Coinbase, Kraken), a conversão foi automática. Se você tem FTM em carteira self-custody como MetaMask, precisa acessar o Sonic Gateway e fazer o swap manualmente. A proporção é 1:1 sem taxas adicionais, mas após deadlines oficiais a conversão pode ficar unidirecional ou tecnicamente mais complicada.
Vale a pena comprar FTM em 2026?
Não. Se você quer exposição ao projeto Fantom/Sonic, compre diretamente S (Sonic), que é o token ativo e tem liquidez plena em exchanges tier-1. Comprar FTM legacy introduz risco operacional de conversão sem oferecer qualquer vantagem econômica.
Qual foi o hack da Multichain que afetou Fantom?
Em julho de 2023, a Multichain (bridge multi-cadeia que era peça-chave da infraestrutura cross-chain da Fantom) sofreu um exploit/rug pull que retirou mais de US$ 130 milhões de ativos, incluindo fundos em bridges para/da Fantom. O incidente derrubou a confiança na rede e precipitou a saída de usuários e TVL. Foi um dos catalisadores que motivou o rebrand e a reconstrução como Sonic.
O Andre Cronje ainda está envolvido?
Sim. Andre Cronje é atualmente CTO da Sonic Labs e uma das figuras centrais do projeto. Ele voltou a envolver-se intensamente após período de afastamento em 2022, e sua liderança técnica é vista como um dos principais ativos narrativos do Sonic frente a L1s concorrentes.

