Ethereum 2.0 terá teste crucial no início de junho

por Carol Fernandes, em 20 de maio de 2022

Graduada em Publicidade e Propaganda pela UNIB/SP e Produtora de Multimídia pelo SENAC/SP. Atuou mais de 12 anos em diversas empresas de tecnologia e em multinacionais na área de marketing. Atualmente é produtora de conteúdo e educadora cripto no canal Carolinvest.




Desenvolvedores do Ethereum atingiram outro marco histórico em direção à aguardada atualização ao chamado Ethereum 2.0: a rede pública Ropsten, a principal “simuladora” para testes na blockchain, passará por uma atualização que a fará usar o consenso proof of stake (ou PoS, na sigla em inglês) no dia 8 de junho.

O código de configuração para atualizar a rede de testes apareceu em uma solicitação de recebimento por Parathi Jayanathi, engenheiro de desenvolvimento operacional do Ethereum, no repositório “eth-clients” do GitHub na segunda-feira (16).

Em abril, os desenvolvedores responsáveis por “The Merge” (ou “A Fusão”) – uma atualização à rede do Ethereum que fará a migração do modelo de consenso proof of work (ou PoW) para o proof of stake (ou PoS) – começaram a testar como a migração pode funcionar em uma “shadow fork” (ou bifurcação-sombra).

Dois dias depois, as coisas pareciam menos favoráveis quando Tim Beiko, desenvolvedor da Ethereum Foundation, afirmar, via Twitter, que a atualização havia sido adiada para o segundo semestre de 2022.

A fusão colocará um fim na mineração PoW da rede Ethereum.

A mineração, que envolve o uso de computadores de última geração e que consomem bastante energia para solucionar complexos quebra-cabeças matemáticos, é a forma como novas moedas ETH são criadas e transações são verificadas na rede.

Quando a rede migrar para o proof of stake (ou PoS), “mineradores” serão substituídos por “validadores”, que fazem o staking (alocam) ether para validar e garantir a segurança da rede e, por isso, são recompensados em ether.

A expectativa é que tudo isso reduza drasticamente a quantidade de energia consumida pela blockchain do Ethereum. Também reduzirá a nova emissão de ETH em quase 90%, a qual analistas de mercado acreditam que possa acrescentar uma considerável pressão deflacionária ao Ethereum se a demanda por ativos continuar alta.