Brasil fica em 2º lugar em número de detentores de NFTs

por Carol Fernandes, em 14 de junho de 2022

Graduada em Publicidade e Propaganda pela UNIB/SP e Produtora de Multimídia pelo SENAC/SP. Atuou mais de 12 anos em diversas empresas de tecnologia e em multinacionais na área de marketing. Atualmente é produtora de conteúdo e educadora cripto no canal Carolinvest.




Pesquisa mostra onde a maioria dos usuários de NFTs moram e o Brasil fica em segundo lugar no ranking.

Os tokens não fungíveis (NFT) tiveram maior notabilidade em 2021, quando diversos projetos ganharam destaque no universo de criptoativos. Entre os NFTs mais famosos, estão os da coleção Cryptopunks e Bored Ape Yatch Club (BYAC).

Longe de ser algo apenas de entusiastas do universo cripto, os NFTs atingiram celebridades do mundo inteiro, como Justin Bieber, Madonna, Neymar e até grifes, como Gucci, que estão implementando seus produtos em formato de NFT para serem utilizados no metaverso.

Com isso, o Brasil ganhou destaque entre o número de detentores destes colecionáveis digitais. O que não é uma surpresa, já que o país está entre os maiores investidores do mercado digital.

Brasil fica em 2º lugar no número de detentores de NFTs

A empresa de estatística e dados, Statista Digital Economy Compass, fez um levantamento de onde moravam a maioria dos usuários de NFTs. Os dados podem surpreender alguns, colocando países do leste e sudeste asiático em destaque nas negociações de NFTs em 2021.

O que esses dados nos mostram sobre o cenário brasileiro de criptomoedas?

O Brasil é um dos maiores países negociadores de criptoativos, informações da Chainalysis mostram o Brasil entre os 15 principais países negociadores de criptoativos em 2021. Sendo o maior país da América Latina em negociações.

No entanto, esses dados nos mostram que o país negocia ativos digitais mais de forma especulativa, não por necessidade. Diferente do que ocorre na Venezuela, por exemplo, que tomada por um sistema financeiro colapsado, viu nas criptomoedas a única alternativa para o dinheiro estatal.

Apesar de o Brasil também estar caminhando para um período de crise financeira, principalmente devido as medidas tomadas durante a pandemia da COVID-19, observa-se que os investidores do mercado de criptoativos ainda possuem vieses especulativos e com a necessidade de ganho rápido ao investir em projetos duvidosos de criptomoedas.

Logo, esses dados nos mostram que, apesar de maduro em questão de número de negociações, mentalmente, os investidores de criptoativos brasileiros ainda precisam amadurecer nas suas alocações financeiras.